acorde de prazer

então os corpos se trombaram levemente e sem que uma palavra fosse trocada eles começaram a bailar juntos em movimentos sincopados, os dedos dele percorria lhe a pele suavemente, desenhando todo seu desejo exposto pelo prazer dela. ela? ela ia sem medo, pressa ou limites, pois pulsava intensamente toda sua doce fúria por meio da entrega que era sentida por todos os poros do corpo dele. ahhh…e como isso lhe dava imenso prazer. os dois caminhavam juntos, em ritmos contínuos e progressivos, com pequenos intervalos improvisados que como notas musicais se complementam até a harmonia final do gozo. 

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onomatopeias do prazer

a boca – beijo, o desejo – tesão, a mão – prazeres,  dedos – deslizes; língua, saliva, enfim os corpos: se encontram, se contorcem, se encaixam e…aaaaaaaa….hummmm….aaaammmmm

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na contramão

houve quem dissesse que você me queria, teus olhos diziam que sim, tua boca: nem sim, nem não, teu corpo um mistério, tuas mãos em absolutos silêncios e eu…ai

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[então não leve a mal…]

ele quer racionalizar o que é isso, pra tentar lidar com o que sente quando ela está por perto, mas aí ele percebe que é algo orgânico, químico, que lhe tira o chão, por isso fica desnorteado com a sua presença, tão pulsante e latente…e, por fim cala-se

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movimentos da alma

ele viu que era hora de parar o carro no acostamento e caminhar um pouco, o tanto que fosse preciso para respirar e realinhar os pensamentos. e quando necessário sentaria a beira do caminho para descansar e equilibrar a paz dentro de si. a paisagem era bela e ia lhe valher como inspiração para aquele instante de reflexão e assim colocar em ordem tantos sentimentos desordenados dentro de si. percebeu que era necessário desvencilhar-se de velhos hábitos herdados, já tão arraigados em suas entranhas, como herança familiar sem valor e que não lhe serviam para nada. carregava muitas coisas que não lhe pertencia, um peso que não era seu, porque um dia acreditou ser capaz de levá-los consigo. e o que realmente lhe pertencia? já não sabia mais, pois havia perdido num passado distante e já nem sabia mais como era. porém, agora, decidiu que iria em frente somente com aquilo que lhe cabia no coração e lhe acalmasse a mente…

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aqui

quando as palavras já não servem o que lhe resta é o silêncio absoluto, na tentativa obscura de entender o que se passa consigo e da intensidade de sentimentos que habita o centro de seu universo. por mais que tente falar, não há conexões entre as frases e tudo transborda como as correntezas de um rio selvagem que vai correndo solto na direção do mar. 

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pequeno conto erótico

o frisson, a língua dele nas costas dela a passear, fez-se a volúpia do desejo, que já saciado reacendeu novamente na calada da madrugada, para se consumirem no reencontro do encaixe perfeito de seus corpos, e assim restabelecer a contemplação do êxtase.

o balé mudo de movimentos, em completa harmonia, que os conduziu ao ato da entrega do mais puro prazer, alcançando o estado de paz profunda, para enfim adormecerem lado a lado… 

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