regressus ad infinitum

ele já não era mais um vulto de si mesmo e continuava a seguir viagem naquele vagão, mesmo não sabendo para aonde aquele trem seguia, mas ele não estava preocupado com isso, pelo menos não naquele momento.
sentado ali, olhando a paisagem, através da janela, via também seu reflexo e notava que conforme ia havendo uma mudança na paisagem lá fora, notava que sua paisagem interior também havia se transformado ao longo do percurso.
àquela viagem o estava levando para lugares antes nunca visitado por ele. por vezes cruzava terras inóspitas, de paisagens duras, mas nem por isso deixavam de ser belas.
noutras vezes chegava a outros lugares cujas paisagens eram de uma simplicidade e de uma beleza tão profunda que o remetia a uma sensação de retorno, como se já estivesse estado ali antes, em outros tempos.
mas ele não se apegava a nada daquilo, pois era tudo efêmero, o trem ia em velocidade rápida, deixando tudo para trás e o que lhe restava eram só lembranças vagas, como imagens de um filme antigo…
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Sobre janatineo

aprendendo e descobrindo (sempre) a ser...
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