me renovando a cada lua

entre altos e baixos eu vou seguindo.
hoje estou no dia “dancing with myself”, mas há outros em que estou em “no reason for living”, mas é assim mesmo e não adianta negar essa oscilação de frequência (tão estranho o uencia sem trema).
já decidi algumas coisas pra minha vida nesse ano e aos poucos estou colocando em prática. não fiz uma lista imensa com muitas metas e planos mirabolantes, mas pensei naquilo que quero pelo menos para logo mais.
primeiro: decidi que não vou ser careta demais e nem junkie total, mas posso caminhar pelo meio da trilha, estar com um pé cá e outro lá, para que nenhum dos dois extremos pire minha cabeça, como aconteceu tempos desses atrás.
segundo:quero viver devagar, mas intensamente, como se fosse o último gole de um bom vinho, ou como o primeiro beijo dado em alguém por quem se está apaixonado, ou como o abraço apertado dado antes da partida de um amigo querido.
descobri que posso meditar e pular carnaval!
mas é isso mesmo, eu sempre precisei ir ao extremo das coisas pra descobrir o equilíbrio de viver. porém algo que não consigo deixar de lado é essa minha alma inquieta e que sempre está em busca de novos cotidianos, de novos amores, de renovações nas já estabilizadas relações, quaisquer que sejam elas. sempre preciso de um novo amigo para me fazer ver a importância do velho, sempre preciso de um novo trabalho pra ver o quanto aprendi no antigo, busco uma nova cidade pra ver o quanto era maravilhosa a última na qual vivi e assim vou indo.
preciso ouvir jazz para saber o quanto gosto de samba, ouvir rock’n’roll para saber o quanto adoro MPB, necessito estudar textos massantes para lembrar o quanto me faz bem ler poesia, gosto de assistir comédias românticas para admitir que amo filmes cults (sem nenhuma grande pretensão de discuti-los), vejo o quanto sou urbana para admitir que a minha alma é caipira, amo estar com os amigos, porque isso me faz lembrar o quanto adoro a minha solidão. adoro sentar em frente ao mar para saber como amo estar sentada embaixo da queda de uma cachoeira.
por fim, eu preciso de tudo isso para me mostrar que sou sempre o inverso do que já estabeleci e dessa forma me renovo a cada lua que surge e urge.

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Sobre janatineo

aprendendo e descobrindo (sempre) a ser...
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